Como ser freelancer e ter dinheiro?

 

Freelancing rima com “malabarismo financeiro constante”. Concordam?

O maior problema de qualquer freelancer é saber lidar com as remunerações variáveis. As despesas são fixas mas as remunerações não. É preciso seres metódica para conseguires gerir a parte financeira, para depois teres espaço mental para a parte criativa.
Então, (million dollar question) como ser freelancer e não ter problemas de dinheiro?
O método 50/30/20 pode salvar-te.

Calma, não precisas de fazer muitas contas, é muito simples.

O método 50/30/20 consiste em dividir cada remuneração em três partes:
Para despesas fixas (representam 50% do valor): Segurança Social, Rendas, Telecomunicações, Pagamento por Conta, Seguros, Créditos…
Para despesas adicionais (representam 30% do valor): Supermercado, Livros, Ginásio, Roupas…
E, para poupanças (representam 20% do valor): Conta Poupança.

Simplificando… se tiveres um pagamento de 1.000,00 eur.:
50% do valor (500,00 eur.) são para despesas fixas.
30% do valor (300,00 eur.) são para despesas adicionais.
20% do valor (200,00 eur.) são para a conta poupança.

Se fizeres este exercício para cada pagamento que recebes (é indiferente o montante) vais:
– ter uma noção real dos gastos
– perceber que não é tudo lucro
– vai ajudar-te a fazer melhores orçamentos
– a ter sempre dinheiro de lado para os meses de pior rendimento

Evita:
– tirar dinheiro da conta poupança a toda a hora
– gastar dinheiro (esta é óbvia) mas, a verdade é que queremos sempre ter mais, então utiliza outro método, o das 48h! Sempre que te apetecer comprar alguma coisa que esteja fora do teu orçamento, deixa passar esse tempo, se te esqueceste é porque não tinhas necessidade.
– achar que não vale a pena colocar de lado (os 20%) de um pequeno montante, todos os cêntimos contam.

Saber exactamente quanto dinheiro tens e onde o gastas é extremamente importante para teres sucesso. Não há outro caminho para conseguires trabalhar por conta própria.

Tive a ajuda do livro “The Working Woman’s Handbook” para escrever este artigo.

Entrevista: Susana Santos ( Le Mot)

 

 

Entrevistei a Susana porque, tinha imensa curiosidade em saber quem estaria por de trás desta marca de t-shirts que invade o meu instagram, (e o vosso de certeza!) há vários meses. A Le Mot, tem “un je ne se quoi” inegável, é um excelente exemplo que quando se tem um bom conceito e se segue uma estratégia fielmente só se pode seguir um caminho: o do sucesso.

 

Susana Santos, founder and creative at Le Mot.

 

1. Fala-nos um bocadinho sobre ti e sobre a vontade de criares a Le Mot.

Tenho 32 anos e sou formada em Comunicação Social. As duas coisas que sempre me apaixonaram foram a escrita e a moda (quando era pequena, em vez de desenhar famílias, desenhava coleções). Quando acabei o curso, há 10 anos, o que mais queria era trabalhar em revistas de moda, e tive a sorte de começar a minha carreira na ELLE. Ao fim de dois anos a colaborar com a ELLE e com a revista Ragazza (que já não existe), tinha vontade de viver fora de Portugal algum tempo e de aprender mais sobre Moda, e por isso fui para Paris tirar um Mestrado de Marketing e Management de Moda na ESMOD. O plano era ir durante um ano e depois regressar a Portugal, mas tive logo uma proposta de trabalho quando saí do mestrado e acabei por ficar em Paris durante seis anos. Estagiei na Vogue Americana, trabalhei no departamento de Alta-Costura da Jean-Paul Gaultier durante dois anos e em Comunicação na Nina Ricci durante três anos. Foram anos maravilhosos e sinto-me uma sortuda por ter tido a oportunidade de trabalhar em marcas de luxo e com alguns dos melhores profissionais na Moda. Tudo o que sei hoje, aprendi nesses tempos em Paris mas, ao fim de seis anos estava cansada do mau tempo parisiense, do ritmo de vida na cidade e sentia muitas saudades de casa e acabei por voltar para Lisboa, por razões pessoais. A ideia de ter uma marca de t-shirts nasceu em Paris – até já tinha o nome – mas só quando voltei para Portugal é que começou a fazer realmente sentido concretizá-la. Portugal é especialista em malha de algodão, a qualidade da produção portuguesa tem uma excelente reputação internacional e eu queria muito que os meus produtos fossem 100% Made in Portugal. Como na altura estava a viver um (re)começo na minha vida – a mudança de país, novo trabalho – a ideia de avançar com um novo projeto fazia todo o sentido. Para além disso, na altura estava a trabalhar numa empresa que não tinha nada a ver com roupa, e sentia muito a falta de trabalhar em Moda. Por isso, fiz um teste e produzi 100 t-shirts, que esgotaram num mês. A partir daí, decidi apostar a sério na ideia e desenvolvi os meus modelos, apostei na qualidade e hoje, passado menos de um ano, dedico-me à Le Mot a tempo inteiro de corpo e alma.

2. Quem percorre o teu feed vê muitas imagens de inspiração, (um mood bohème com um toque de allure parisienne é implícito). Como é o teu processo criativo?

Confesso que o meu processo criativo é um pouco caótico porque, como comecei há pouco tempo, na verdade não tenho mesmo um processo! O que mais me ajuda são as viagens que faço a Paris – tento ir pelo menos duas vezes por ano – porque a Le Mot é muito francesa e porque Paris é uma cidade com uma estética muito própria, e para mim é importante manter essa ligação à cidade e ao estilo de vida parisiense, que tanto inspira a marca. Em geral, o que faço é tento encontrar frases fortes e divertidas em francês, que sejam facilmente compreendidas, e depois tento brincar com as cores de França (vermelho, azul e branco). Leio muitas revistas, tento ver as novas coleções quando são apresentadas nas semanas da Moda – as que consigo, porque são tantas!! – e sou uma Instagram-junkie, estou sempre a guardar imagens que me inspiram, que depois uso no Instagram da Le Mot, mas também uso como inspiração para criar as coleções. E tenho uma lista enorme de frases/expressões que vou anotando, que depois servem para ir criando as coleções. Mas, essencialmente, a inspiração é muito francesa, até porque sinto uma certa nostalgia dos tempos em que vivi em Paris.

3. Queres partilhar a tua rotina de trabalho? Como te organizas para gerir a marca?

Não há dois dias iguais, pois entre criar coleções, acompanhar a produção, gerir as encomendas, tratar da faturação e reuniões, todos os dias são diferentes! Na Le Mot faço tudo sozinha, o que é um enorme prazer mas também exige muita flexibilidade! Às vezes digo a brincar que no mesmo dia na Le Mot sou estagiária, contabilista, community manager e CEO. Mas como sou bastante organizada, em geral, levanto-me cedo e todas as manhãs faço a minha to-do list e começo por tratar de e-mails e pensar nos posts que vou fazer nesse dia. Tento atribuir um tempo a cada tarefa, para poder fazê-la o mais rápido possível e passar à tarefa seguinte. Também tenho um calendário de meses, em que anoto as datas importantes, as campanhas que vou fazer ou os eventos (mercados, etc..) em que quero participar, para não me perder. Como trabalho sozinha, o grande desafio é não me distrair do que tenho de fazer, porque com as mensagens, emails, Internet, etc.. é muito fácil sermos interrompidos e distrairmo-nos. E depois tenho sempre um momento do dia (nem que seja à noite) em que navego na Internet (e no Instagram), para ver as tendências, blogs, etc.. No fundo, a verdade é que nem parece bem trabalho, a Le Mot é um projeto tão bom e está tão fundido com a minha vida que nem noto. O André (meu marido) goza comigo a dizer que eu antigamente nunca me queria levantar para ir trabalhar e que desde que tenho a marca, até salto da cama antes de o despertador tocar!

4. Todas as tuas peças estão carregadas de atitude (e quem as usa sabe bem disso!). Que características comuns têm os consumidores da Le Mot.

Muito obrigada!! Em geral, os clientes da Le Mot são pessoas confiantes, com atitude, descomplicadas e com sentido de humor. A marca é unissexo, embora as mulheres sejam as principais clientes, e são muitas vezes pessoas que gostam de Moda, que seguem as tendências e que têm uma pequena paixão – como eu – pelo estilo e estética franceses. E, claro, que acham graça às expressões francesas!

5. O que se segue para ti e para a Le Mot.

A Le Mot ainda está a começar, e eu tenho muitos sonhos e projetos para a marca. Gostava muito de poder ir acrescentando novas peças e novos modelos à coleção para que, a longo prazo, se transformasse numa linha completa de roupa. Mas, acima de tudo, gostava que a Le Mot continuasse a ter uma evolução sustentada, sempre com a aposta na qualidade nacional, e que pudesse crescer internacionalmente. Esse é o meu sonho, levar a Le Mot ao mundo inteiro.

 

Obrigada Susana, foi um prazer conhecer-te.

 

Não a percas de vista:

Shop Online
Instagram 

 

4 livros para mulheres empreendedoras

 

creative confidence the working woman's handbook little black book don't get a job make a job

Quem me segue pelo Instagram ou subscreve as Newwwsletters já me “ouviu” falar deles. À excepção do Little Black Book, que já li e reli, todos eles estão a ser consumidos pouco a pouco, não só porque o meu tempo de leitura é escasso, mas, porque gosto de os ler com caneta e bloco de notas ao lado para apontar tudo e retirar o máximo de ensinamento possível. Decidi agrupá-los com os respectivos links de compra, para que também vocês possam tirar o máximo partido deles.

 

Creative Confidence : Unleashing the Creative Potential within Us All, Tom Kelley e David Kelley

O post do Instagram sobre este livro é curiosamente, o post onde tenho mais interacção por parte dos meus seguidores. Talvez porque todas nós, quando temos os nossos próprios negócios, estamos em constante procura por estas duas palavras mágicas: CRIATIVIDADE e CONFIANÇA. O que este livro nos ensina é precisamente elevar o que temos de melhor, sem medos. É mesmo de leitura obrigatória 🙂 Comprar

 

The Working Woman’s Handbook : Ideas, Insights and Inspiration for a Successful, Creative Career, Phoebe Lovatt

Descobri primeiro a sua autora (num post do Atelier Doré), e fascinou-me tanto a plataforma que ela criou, o The WW Club, que tive de comprar o livro. Cheio de exercícios super interessantes e impulsionadores, é muito fácil de ler e está carregado de dicas. É muito comum enquanto leio, pensar: “Isto foi mesmo escrito para mim”. Ah, e tem imensas entrevistas (não comuns) a mulheres que admiramos, como a Elaine Welteroth, a Penny Martin entre outras. Comprar

 

Little Black Book : The Sunday Times Bestseller, Otegha Uwagba

Este pequeno livro (só em tamanho) é muito mais que o objecto perfeito para colocar nos flat lays do Instagram. É um livro que facilmente transportamos para todo o lado e onde podemos ir buscar muita inspiração, dicas de organização e coordenação. Gosto imenso da Otegha (do power que ela transmite) e da forma como ela aborda temas tão sensíveis e dos quais nunca queremos falar, como o dinheiro. Este livro também está ligado a uma plataforma muito interessante, a Women WhoComprar

 

Don’t Get a Job Make a Job: How to make it as a creative graduat, Gem Barton

A capa já revela muito do que se pode esperar do conteúdo, mas, se queres um livro que te ajude a divulgar os teus serviços / produtos / trabalho este pode ser muito bem o “the one”, e está cheio de exemplos práticos de sucesso. Comprar

 

Têm mais sugestões?

Entrevista: Diana Martins (Shop Charlotte)

Hoje gostava que conhecessem (melhor!) a Diana, a criativa por trás da Shop Charlotte, ou como quem diz, é a responsável por querermos andar todas com as cestas (mais giras) na mão ou pelo ombro. Em jeito de confidência posso dizer também que é a pessoa com quem tenho falado mais no WhatsAPP, ou não andássemos nós a preparar em segredo a loja online da marca (disponível a partir de hoje). 

 

 

Diana Martins, founder and creative at Shop Charlotte.

 

Fala-nos um bocadinho de ti. Como surgiu a vontade de criares o teu próprio negócio e como surgiu a Shop Charlotte? O meu nome é Diana Martins, tenho 31 anos e sou licenciada em Economia. Sempre trabalhei nesta área, no entanto, nunca me sentia realizada, porque sempre soube que a minha vocação seria mais numa vertente criativa e não financeira. Nesse sentido, quando estava de licença de maternidade decidi que estaria na altura de começar algo novo, de fazer algo que realmente gostasse. Comecei por tirar um curso de costura e a minha página servia para mostrar os trabalhos que ia fazendo! Foi evoluindo e hoje é a Shop Charlotte, uma marca portuguesa que se dedica ao desenvolvimento e criação de artigos em materiais naturais. Tudo é feito manualmente pelo que cada peça tem o seu valor e a sua identidade.

Quem são as #shopcharlottegirls? As #shopcharlottegirls são mulheres que seguem tendências que gostam de moda, gostam de arriscar e de se destacarem. São mulheres confiantes e destemidas.

Como te organizas? Tens algumas estratégias que queiras partilhar? Neste momento sou eu que trato da parte criativa, comunicação da marca e de toda a logística de envios, fornecedores, lojas etc. Estratégia só mesmo muita organização e dedicação ao que se se faz.

O que se segue para ti e para a Shop Charlotte? A Shop Charlotte ainda é muito recente, nesse sentido, ainda temos muitos objectivos a concretizar, muitas conquistas que queremos alcançar, mas sempre cientes que tudo o que fizermos terá o carimbo de diferenciação e acima de tudo de qualidade. Essa é a nossa identidade, queremos primar pela originalidade quer seja na concepção de peças no uso de materiais, na conjugação de acessórios, ou na escolha de materiais.

Obrigada Diana.

 

Não a percas de vista:

Shop Online (proudly made by Newww)
Instagram 

 

Entrevista: Ana Rita Ramos (Fine Alchemy)

 

Eu sou uma apaixonada por blogs. Numa altura em que eles estão em segundo plano (as redes sociais são mais imediatas) acho que fazem mais falta que nunca. O Fine Alchemy é um desses casos raros que sobrevive e está cheio de bons conteúdos, com a excelente curadoria da Ana Rita Ramos. Senti uma empatia imediata com ela e há muito que a queria entrevistar. Inspirem-se. 

 

Ana Rita Ramos, designer and blogger at Fine Alchemy.

 

Fala-nos um bocadinho sobre ti.
Começando por esta pergunta que é-me sempre difícil de responder, o meu nome é Ana Rita e sou uma designer / criativa do Porto e também a criadora do Fine Alchemy! A minha idade… digamos que já tenho mais do que idade para ter juízo e considero-me uma pessoa muito interessa e curiosa com a vida. Gosto muito de desenhar, de ler e de perder horas em busca da melhor inspiração, mas sem esquecer o gosto pela fotografia que cresceu ainda mais nos últimos tempos. Sou uma pessoa perfeccionista (culpa do meu signo, Virgem) e nunca não consigo estar parada, tenho sempre uma grande necessidade de explorar as minhas capacidades e de trabalhar sempre em alguma coisa!

“Queria alguma coisa que me desafiasse todos os dias”, gosto muito desta descrição, porque realmente alimentar um blog com a frequência e qualidade com que tu o fazes é mesmo um enorme desafio. O que te motiva?
Eu também gosto muito dessa frase, porque não só descreve a minha personalidade perante o trabalho mas também descreve perfeitamente o mote por detrás do Fine Alchemy. O Fine Alchemy já andava a ser pensado há quase um ano, e demorei esse tempo, não só porque (admito) tinha alguma timidez, mas também porque eu não queria criar um mero blog, eu queria criar uma plataforma criativa desafiante para mim e para quem a visitasse. O processo até chegar a esse nível ainda não está totalmente concluído, mas… a motivação que tinha quando comecei, é ainda a mesma que agora tenho, se calhar até se tornou maior! Todo o processo tem altos e baixos, mas a motivação vem da felicidade que me enche o coração após pessoas como tu, Cristina, e pessoas que me seguem virem falar comigo abertamente do que acham do meu trabalho, vem da contínua busca de querer usar o Fine Alchemy não só como um espaço de expressão pessoal mas também como um portfólio daquilo que sou capaz de fazer e, ainda, vem do carinho e da presença das pessoas que vivem de perto a minha vida e que nunca me deixaram baixar os braços perante nenhum desafio!

Tens alguma rotina que tentes cumprir para conseguires ter uma presença online assídua?
Sem dúvida que sim! Eu sempre fui uma pessoa muito organizada e eu tento manter essa atitude no Fine Alchemy ou mesmo noutros perfis com que trabalhe. Aliado a isso, como já trabalhei com redes sociais antes, acho que tenho uma postura mais atenta e focada quando à presença social! Não sei se podemos falar dessa postura como rotina, mas a ideia chave para mim é pensar em tudo com antecedência! Eu sei que muitas pessoas ainda acreditam que o Instagram ou o Facebook são aplicações que se baseiam no instantâneo, mas infelizmente (ou felizmente para quem tem mais coisas para fazer) já não são! Portanto, o que eu faço é todos os fins de semana eu organizo o que quero mostrar na próxima semana, tanto para ver que imagens quero usar ou até criar, tanto para perceber quantas fotografias vou publicar. Outra coisa que faço é… publicar todos os dias fotografias novas (raramente faço um dia de pausa) e são publicadas por volta das mesmas horas! E por último, e a meu ver o mais importante, eu gosto de interagir, meter likes, comentar… eu gosto de usar as aplicações como fonte de inspiração mas também como meio de conversar e criar ligações!

O Fine Alchemy transborda bom gosto por todos os poros! Já sei da tua paixão (da qual também partilho) por revistas, onde procuras mais por inspiração?
Obrigada, lá estás tu a dar-me ainda mais motivação!! Fora de brincadeira, fico mesmo mesmo muito feliz com palavras como estas, dão-me sempre mais motivos para continuar! Sim, para mim revistas são sem dúvida uma paixão! Admito que às vezes não compro tantas como queria (ainda que tenha uma encomendada neste preciso momento), mas podemos começar por elas quando falamos de busca de inspiração! Podemos também falar do Pinterest que é uma ferramenta que uso quase diariamente, para trabalho e mesmo a nível pessoal. Podemos falar do Instagram / Facebook, onde sigo pessoas e criativos incríveis e por causa deles tenho uma pasta enorme de fotografias guardadas. Podemos falar de blogs e websites, como Garance Doré, The House That Lars Built, Man Repeller, entre outros. Podemos falar de podcasts. Podemos falar de música, porque pelo menos a mim certas músicas puxam por sensibilidades diferentes ou trazem-me memórias à mente. E podemos falar de simplesmente passear, viajar e ver cidades. Mas quando digo ver, é ver mesmo com os nossos olhos e não através de um telemóvel. Esta última situação é também uma contra-inspiração para mim, porque é um momento para parar e respirar sem ter de me afogar nas imagens que a Internet e as redes sociais impõem diariamente!

O que se segue para ti e para o Fine Alchemy?
Quanto a mim… ainda hoje pensava sobre isso, e após horas às voltas neste assunto, acabei por me sentar e dizer “estou perdida”! Efetivamente estou um bocado perdida quanto ao que se segue para mim, mas quando digo perdida refiro-me ao facto de ter tantas ideias na minha cabeça que… tenho de respirar e começar a trabalhar nelas! Ando neste momento a pensar em alguns projectos para o futuro (para já são segredo), e paralelamente com alguns trabalhos de freelance que me vão surgindo! Ainda, ando a praticar cada vez mais as minhas aptidões com fotografia e redes sociais, para não só serem uma ferramenta mais presente a nível profissional, mas também alimentar o requisitos que estabeleci para o Fine Alchemy! Já para o Fine Alchemy o futuro parece-me promissor! Tenho entendido que o Fine Alchemy dá muito trabalho, mas esse trabalho traz consigo muita felicidade e um desenvolvimento criativo que me deixa muito orgulhosa de mim mesma (nunca pensei chegar ao nível criativo e visual que cheguei até agora). Por isso, os meus objetivos são continuar a criar conteúdos visual e teoricamente interessantes, manter o ritmo das publicações e se tudo correr bem fazer mais parcerias com marcas e estúdios que gosto e que quero dar a conhecer! Já os meus desejos diria que eles se resumem a tentar fazer com que o Fine Alchemy se transforme num espaço de eleição aquando da busca de inspiração e de discussão aberta e sem rodeios sobre temas de interesse!

 

Obrigada Ana.

 

Não a percas de vista:

Blog
Instagram 

 

WordPress + Blogspot

 

Decidiste criar um blog e não sabes por onde começar? Damos-te uma ajuda.

Umas das coisas que precisas de decidir de início é em que plataforma deves ter a tua página, sugerimos-te duas e vamos analisar um prós e contras de cada uma delas.

WORDPRESS (wordpress.org) Se o teu objectivo é tornares o teu blog rentável esta é a melhor opção.

Prós:

  • É personalizável, através do uso de plugins (existem imensos gratuitos) adapta-se facilmente às preferências do utilizador permitindo inúmeras funcionalidades
  • Compatível com SEO (optimização para motores de busca)
  • Possibilidade de instalar templates que tornam a página com ma identidade própria (existem inúmeros gratuitos e pagos)

Contras:

  • Necessita de um alojamento (tem um valor anual)
  • Exige maior conhecimento técnico

 

BLOGSPOT (blogger.com)

Prós:

  • É gratuito (até 1GB de armazenamento)
  • Não necessita de alojamento, nem de instalação prévia
  • Fácil manuseamento
  • Templates gratuitos

Contras:

  • Pouco costumizável
  • Não permite instalação de plugins, logo impossibilita muitas funcionalidades
  • Dificulta a optimização (SEO)

 

Se ainda restarem dúvidas ou se quiserem fazer mais perguntas deixem nos comentários, terei muito gosto em vos ajudar.

Entrevista: Sílvia Pereira (Mahrla)

Quando pensei nesta série de entrevistas tinha em mente, dar-vos a conhecer mulheres que arregaçam as mangas (para não usar a palavra “empreendedoras” que já está tão gasta), que criam e gerem os próprios negócios diariamente, que são criativas e estão sempre um passo à frente… Pensei em mulheres como a Sílvia! Ela é mãe, criadora da Mahrla, uma marca 100% portuguesa de roupa, e uma incurável sonhadora.  

 

Sílvia Pereira, Founder at Mahrla.

 

 

Conta-nos um bocadinho da história da Mahrla. A MAHRLA marcou o fim da personaliTee, que foi o projecto que deu inicio a isto tudo. Após 3 anos de personaliTee e com a evolução crescente da marca e colecções o nome deixou de fazer sentido… porque de repente eu estava a deixar de fazer t-shirts e já desenhava vestidos, túnicas, camisolas… foi então que na colecção de outono de 2015 a marca surgiu um re-branding e nasceu a MAHRLA.

 

Um projecto digital nasce numa ilha deserta, a visibilidade não se ganha de um dia para o outro. Olhas-te para a Mahrla sempre como um negócio? Que estratégias adoptaste? Olhei sempre para a extinta personaliTee como um projecto online, nascido no online, pensado para o online e criado para tal! Isto porque já tinha um blog desde 2009 e a minha presença no online já tinha alguma força e investi sempre nisso. na minha primeira colecção produzi apenas 30 t-shirts e 10 foram para oferecer a influencers na altura, o que significava quase 50% do meu investimento.

 

Tens uma forte presença nas redes sociais, quer pessoal quer pela comercial? Como te organizas e crias conteúdos para que reflitam sempre o conceito que defendes? Infelizmente o meu blog (com tantos projectos) acabou por ficar abandonado. Nunca o fechei totalmente, porque gostava muito de um dia o retomar, mas felizmente consigo através do instagram criar micro conteudos que reflictam o meu dia-a-dia, os meus gostos, as minhas escolhas. Comercialmente faço o mesmo e tento sempre transmitir aos clientes os passos todos pelos quais as peças passam… desde o 1º esboço à compra do tecido, ao corte e confecção. gosto que os clientes sejam parte do processo.

 

És a personificação certa de uma Girl Boss, desde pensares nas colecções, gerires a produção, fazeres envios e seres mãe… Conta-nos o segredo ? Acho que o segredo é mesmo amar o que faço. chego sempre exausta à cama, muitas vezes com a cabeça ainda a ferver com 1001 ideias para executar… Às vezes, por outro lado, dou por mim a olhar para o Rodrigo e a achar que lhe devia dar mais horas do meu dia… Mas feliz ou infelizmente quando dependemos só de nós temos mesmo que dar tudo de nós e tentar aproveitar ao máximo cada momento livre.

 

Vês características comuns dos teus consumidores? Isso interfere na tua criação a cada colecção? Há uma coisa de que me orgulho muito na MAHRLA. É o facto de ter clientes assíduas. clientes que compram 3 a 4 peças por colecção. Clientes que são as primeiras a comprar sempre que é lançada uma nova colecção. Acho que isso diz muito da marca. Acho que a marca já tem um cunho muito próprio, mas levo sempre em conta as críticas e opiniões delas no melhoramento e constante evolução da marca.

 

Se pudesses dar um conselho à Sílvia do início o que lhe dirias? Acho que lhe diria o que sinto hoje em dia. Nunca olhar para trás. Já lá vão 3 anos desde que me despedi de um emprego com um bom ordenado para viver o meu sonho. O meu maior objectivo sempre foi fazer as pessoas felizes através das peças que faço e pelos feedbacks que recebo acho que estou no bom caminho… Ainda ontem recebi uma mensagem a dizer “estou a usar o meu vestido novo MAHRLA! Adoro-o! e penso em ti e na alegria que fazes as pessoas sentir! Estás a fazer o que devias!” acho que isto diz tudo e faz-me sentir que o caminho é este.

 

O que se segue para ti, e para a Mahrla? Acho que temos muito ainda por explorar. O próximo passo gostava que fosse a internacionalização. Não é fácil, mas é o objectivo número 1 para 2018. para mim, quero apenas continuar a criar, fazer as pessoas felizes, ter tempo de qualidade em familia e saúde. Isso é sempre o principal. porque o resto a gente dá um jeito.

 

Não percas de vista:

MAHRLA WEBSTORE (orgulhosamente feita pelo newww.pt)
Instagram Mahrla
Instagram da Sílvia

Back-ups ou salva-vidas

Este post não estava na minha grelha de publicações, escrevo-o porque ia perdendo todos os conteúdos e muitas, muitas horas de trabalho. Acedi ao site e apenas aparecia uma página em branco… problemas de wi-fi, trocar de browser, aceder pelo telemóvel e nada! Acedi ao cpanel e percebi que eram erros de sintaxe no código e depois de longas horas até encontrar o problema (bug, hacker…) descobri milhentos ficheiros fantasmas criados a cada enter de acesso.

Resumidamente, muitas vezes para solucionar problemas deste género o melhor é apagar e voltar a instalar tudo, daí a importância de back ups regulares e seguros.

 

Deixo-vos uma pequena lista de tarefas para fazerem regularmente nas vossas páginas e tentarem evitar ficar sem os vossos conteúdos:

– Instalem plugins para fazerem back-ups, compatíveis com a vossa versão de WordPress, como por exemplo: BackUpWordPress (gratuito) ou o BackWPup (com uma versão paga)

– Guardem também os vossos conteúdos (textos, imagens, informações de produtos…) num disco rígido ou numa cloud

– Façam actualizações com frequência quer de softwares ou de plugins (apaguem os que não usem!)

– Subscrevam newsletters ou inscrevam-se em grupos de Facebook onde possam estar sempre a par das novidades para WP. Aparecem com frequência novos plugins com mais funcionalidades e que ajudam no desempenho das vossas páginas

– Mudem com regularidade as várias passwords de acesso.

 

Espero que vos seja útil.

Follows e likes, os números são assim tão importantes?

 

Tenho este post nos rascunhos há algumas semanas. Sabia que queria abordar este tema, mas de certa forma precisava de maturar bem a ideia e acima de tudo arranjar as palavras certas para ser bem compreendida.

Muitas das ferramentas que passo aqui no newww de como ter mais sucesso, mais visibilidade, etc. são focadas num único objectivo: ter mais seguidores e mais interacção por parte deles. Não retiro nada daquilo que tenho vindo a “ensinar”, mas esta questão da busca desenfreada por likes e follows tem me incomodado e queria por isso falar abertamente sobre este assunto.

Quem nunca comparou números de seguidores com a concorrência? Quem nunca pensou em comprar likes? Quem nunca ficou desiludida porque ao fim de duas horas de fazer uma publicação ainda não tem nenhum like?

Convido-vos a analisar a vossa audiência (quem vos segue e quem gosta das vossas publicações!), não vos conheço, não conheço as vossas contas nas redes sociais mas aposto que apenas 20/30% são utilizadores dentro das características do vosso público-alvo. Adivinhei?

Ok, concordo com vocês que muitos follows (aparentemente) dão mais credibilidade à vossa página e muitos likes tornam-vos populares, mas, a isto chama-se vanity numbers, porque analisando ao pormenor estes números são fantasmas, não significam volume de negócio, não vos trazem retorno, nem o tão popular e procurado engagement.

Pertencer a grupos do facebook ou chats do Instagram ou outros que prometam like-to-like, share-to-share, follow-to-follow é efectivamente uma perda de tempo, porque grande parte dos utilizadores desses grupos são pessoas iguais a ti, com o mesmo género de negócio e com o mesmo objectivo: ver números a crescer; da mesma forma que pagar por likes é um gasto em vão, esses likes serão vazios e não irão trazer retorno.

Dediquem o vosso tempo a estudar o vosso público, a construir uma comunidade próxima para que conheçam e te identifiquem com facilidade a ti e ao teu negócio/ página/ blog/ _______. Garanto-vos que todo o esforço bem direccionado vos trará retorno e muitos likes e follows (VERDADEIROS!).

Gostava de ouvir a vossa opinião sobre este assunto. Concordam, discordam? Querem partilhar casos em concreto de sucesso ou fracasso?

 

Entrevista: Joana Veríssimo

A era do personal brand (como a conhecemos) tem os dias contados. A autenticidade ganha terreno e coloca de lado as pessoas e vidas demasiado perfeitas, porque na verdade não existem, e o que se espera é a transparência das pessoas reais. Hoje entrevisto a Joana Veríssimo, estudante de moda a viver em Nova Iorque, com um feed do Instagram que se destaca pela diferença e pelo forte sentido estético. Como ela própria admite é em ruas paralelas, enquanto foge da multidão que encontra o seu espaço para criar e inovar. Inspirem-se e não a percam de vista.

Joana Veríssimo #staygoldenstories

 

Quem é a Joana Veríssimo do Instagram?
A “Joana do Instagram” é exactamente a mesma pessoa que a Joana fora do Instagram mas apenas a vertente que escolho partilhar com esta enorme comunidade . Adoro o conceito de partilha inerente a estas plataformas mas consigo separar muito bem as águas, irei sempre reservar algumas coisas para mim e acho que isso é o que me tem permitido manter uma relação tão positiva com esta rede social. O Instagram é onde consigo partilhar a minha paixão por moda, por fotografia e agora por Nova Iorque mas também é um espaço onde vou buscar inspiração e onde tenho feito descobertas incríveis, desde marcas a pessoas altamente criativas que me inspiram.

 

O teu feed tem uma vertente estética muito coesa. Tens definidas previamente estratégias de publicação?
Compreendo a importância de definir uma estratégia e de ser consistente na publicação de conteúdo mas até agora ainda não encontrei uma só orientação estética que me satisfaça. Quando analiso o conteúdo que publico, com a objectividade que é possível ter quando nos auto-analisamos, apercebo-me que se há uma constante na minha estética é a diversidade de orientações que vou tendo ao longo do meu feed. Gosto de experimentar, gosto de misturar estilos, gosto de tendências mas também aprecio uma estética clássica e intemporal. Sinto que o meu feed reflecte essa espontaneidade e diversidade e por isso já não valorizo tanto a planificação e espero por aqueles momentos especiais que quero captar. O único aspecto em que sou mais ponderada e consistente é na minha mensagem, nas temáticas que quero partilhar. Costumo dizer que quero que quem olhe para a minha conta perceba que sou apaixonada por moda, vivo para viajar, tenho uma cocker spaniel maluca e gosto de me divertir, nem mais nem menos.

 

Ter um feed diferenciador e com qualidade exige muita dedicação, como te organizas para criar os teus conteúdos?
Há algum tempo que já aceitei que a minha fórmula para criar conteúdo tem sempre que ter algum nível de espontaneidade. Sempre que tentei ser muito metódica e rígida na criação de conteúdo ou na definição do estilo que queria adoptar os resultados não foram muito positivos. Desmotivava-me ou simplesmente não gostava do que estava a publicar mas sentia que o tinha que fazer para não deixar a conta morrer.
Com tantas pessoas criativas a publicar 3 fotos por dia torna-se uma missão impossível destacarmo-nos mas a solução para mim é o maior clichê do mundo, temos que ser autênticos. Para mim autenticidade é, por exemplo, fotografar a roupa que vesti de manhã antes de sair de casa e não um outfit ultra elaborado e planeado com dias de antecedência. Isto tem feito toda a diferença para mim porque sinto que em fotos de street style há uma massificação estética que torna desinteressante o resultado final. Se todos fotografarmos a nossa realidade, essa autenticidade não vai passar despercebida, não nos vamos diluir no meio de tantas fotos semelhantes, porque foi isso mesmo que no inicio do fenómeno do street style nos cativou.
De resto, organizo-me de modo a aproveitar da melhor forma possível todas as potenciais situações que podem gerar conteúdo. Gosto de ser espontânea mas se não tiver uma câmera à mão não consigo a minha fotografia, por isso investi num telefone com uma câmera boa para estar preparada a qualquer momento e se fizer sentido levo a minha câmera fotográfica.

 

 

O que são as #staygoldstories?
O #staygoldstories é o meu mais recente projecto. Tal como toda a gente há uns bons anos atrás criei um blog quando estava a tirar o meu curso de design de moda e fui alimentando-o de forma a conseguir ter um registo da minha estética, do meu estilo e dos meus conhecimentos. Era uma forma de ter um portfólio online para poder enviar quando me candidatava a trabalhos em moda. Tive que aprender a dominar imensas ferramentas que me eram totalmente desconhecidas para conseguir fazer com que o design do blog e dos posts me agradasse, nunca tinha aberto o Photoshop e hoje sinto que é a minha mão direita. Apesar de ter sido uma experiência de aprendizagem gigante nunca senti que tivesse encontrado a minha voz, queria distinguir-me na blogosfera mas era fácil cair na armadilha de criar conteúdo semelhante ao conteúdo que consumia noutros blogs. Acabei por lentamente me afastar do blog e durante meses fiquei sem forma de explorar essa criatividade, de partilhar as tendências que me estavam a influenciar ou as marcas que estava a descobrir. Comecei a brincar com o Instagram stories logo que apareceu porque sinceramente, nunca percebi muito bem o Snapchat. No inicio  partilhava apenas a última asneira que a minha cadela tinha feito ou fotografias dos locais que estava a visitar e depois comecei a partilhar peças que tinha comprado ou a roupa que estava a usar. Apercebi-me que a audiência que tinha nos meus stories era significativamente maior do que a que tinha no blog e interagia imenso comigo sempre que partilhava conteúdo relacionado com moda. Decidi que iria criar conteúdo exclusivo para aquele formato, uma espécie de blog post adaptado aos frames de 15 segundos do stories – o staygold stories.

Foi a primeira vez que senti que estava a ter uma ideia só minha, a de criar um segmento usando recursos de edição que o Instagram não tem mas que pudesse tirar partido daquele factor dinâmico que os stories têm. Até àquele momento apenas via as marcas a criarem o conteúdo dos seus stories fora da aplicação, nunca tinha visto bloggers tirarem partida disso.
Achei que fazia todo o sentido apostar exclusivamente nesse formato, em vez de redireccionar pessoas para o blogue, porque via cada vez mais pessoa a aderir aos stories e comentava com quem me rodeava que eu própria já não era consumidora de blogues.
A resposta que tive ao primeiro stories foi incrível e desde aí tenho tentado evoluir e já crio todos os stories em programas de edição de video, acho que isso também tem ajudado a destacar-me e a ter um feedback tão positivo.

 

De que forma esperas que a tua presença online influencie o teu futuro?
Desde que arranquei com o #staygoldstories que a minha perspectiva em relação ao potencial do meu trabalho nesta rede social mudou drasticamente. Um mês depois de começar a publicar fui abordada por uma empresa que estava a querer desenvolver a sua presença nas redes sociais, tinham tido conhecimento da minha ideia e queriam que fizesse o mesmo para eles. Ingenuamente achei que provavelmente nunca iria ter retorno daquele investimento de tempo que estava a fazer com os stories e no primeiro mês tudo mudou. Desde aí sinto-me altamente motivada para continuar e tenho a certeza que o meu futuro vai passar por esta ligação às redes sociais e em particular com o Instagram.

 

Instagram da Joana