Back-ups ou salva-vidas

Este post não estava na minha grelha de publicações, escrevo-o porque ia perdendo todos os conteúdos e muitas, muitas horas de trabalho. Acedi ao site e apenas aparecia uma página em branco… problemas de wi-fi, trocar de browser, aceder pelo telemóvel e nada! Acedi ao cpanel e percebi que eram erros de sintaxe no código e depois de longas horas até encontrar o problema (bug, hacker…) descobri milhentos ficheiros fantasmas criados a cada enter de acesso.

Resumidamente, muitas vezes para solucionar problemas deste género o melhor é apagar e voltar a instalar tudo, daí a importância de back ups regulares e seguros.

 

Deixo-vos uma pequena lista de tarefas para fazerem regularmente nas vossas páginas e tentarem evitar ficar sem os vossos conteúdos:

– Instalem plugins para fazerem back-ups, compatíveis com a vossa versão de WordPress, como por exemplo: BackUpWordPress (gratuito) ou o BackWPup (com uma versão paga)

– Guardem também os vossos conteúdos (textos, imagens, informações de produtos…) num disco rígido ou numa cloud

– Façam actualizações com frequência quer de softwares ou de plugins (apaguem os que não usem!)

– Subscrevam newsletters ou inscrevam-se em grupos de Facebook onde possam estar sempre a par das novidades para WP. Aparecem com frequência novos plugins com mais funcionalidades e que ajudam no desempenho das vossas páginas

– Mudem com regularidade as várias passwords de acesso.

 

Espero que vos seja útil.

Follows e likes, os números são assim tão importantes?

 

Tenho este post nos rascunhos há algumas semanas. Sabia que queria abordar este tema, mas de certa forma precisava de maturar bem a ideia e acima de tudo arranjar as palavras certas para ser bem compreendida.

Muitas das ferramentas que passo aqui no newww de como ter mais sucesso, mais visibilidade, etc. são focadas num único objectivo: ter mais seguidores e mais interacção por parte deles. Não retiro nada daquilo que tenho vindo a “ensinar”, mas esta questão da busca desenfreada por likes e follows tem me incomodado e queria por isso falar abertamente sobre este assunto.

Quem nunca comparou números de seguidores com a concorrência? Quem nunca pensou em comprar likes? Quem nunca ficou desiludida porque ao fim de duas horas de fazer uma publicação ainda não tem nenhum like?

Convido-vos a analisar a vossa audiência (quem vos segue e quem gosta das vossas publicações!), não vos conheço, não conheço as vossas contas nas redes sociais mas aposto que apenas 20/30% são utilizadores dentro das características do vosso público-alvo. Adivinhei?

Ok, concordo com vocês que muitos follows (aparentemente) dão mais credibilidade à vossa página e muitos likes tornam-vos populares, mas, a isto chama-se vanity numbers, porque analisando ao pormenor estes números são fantasmas, não significam volume de negócio, não vos trazem retorno, nem o tão popular e procurado engagement.

Pertencer a grupos do facebook ou chats do Instagram ou outros que prometam like-to-like, share-to-share, follow-to-follow é efectivamente uma perda de tempo, porque grande parte dos utilizadores desses grupos são pessoas iguais a ti, com o mesmo género de negócio e com o mesmo objectivo: ver números a crescer; da mesma forma que pagar por likes é um gasto em vão, esses likes serão vazios e não irão trazer retorno.

Dediquem o vosso tempo a estudar o vosso público, a construir uma comunidade próxima para que conheçam e te identifiquem com facilidade a ti e ao teu negócio/ página/ blog/ _______. Garanto-vos que todo o esforço bem direccionado vos trará retorno e muitos likes e follows (VERDADEIROS!).

Gostava de ouvir a vossa opinião sobre este assunto. Concordam, discordam? Querem partilhar casos em concreto de sucesso ou fracasso?

 

Entrevista: Joana Veríssimo

A era do personal brand (como a conhecemos) tem os dias contados. A autenticidade ganha terreno e coloca de lado as pessoas e vidas demasiado perfeitas, porque na verdade não existem, e o que se espera é a transparência das pessoas reais. Hoje entrevisto a Joana Veríssimo, estudante de moda a viver em Nova Iorque, com um feed do Instagram que se destaca pela diferença e pelo forte sentido estético. Como ela própria admite é em ruas paralelas, enquanto foge da multidão que encontra o seu espaço para criar e inovar. Inspirem-se e não a percam de vista.

Joana Veríssimo #staygoldenstories

 

Quem é a Joana Veríssimo do Instagram?
A “Joana do Instagram” é exactamente a mesma pessoa que a Joana fora do Instagram mas apenas a vertente que escolho partilhar com esta enorme comunidade . Adoro o conceito de partilha inerente a estas plataformas mas consigo separar muito bem as águas, irei sempre reservar algumas coisas para mim e acho que isso é o que me tem permitido manter uma relação tão positiva com esta rede social. O Instagram é onde consigo partilhar a minha paixão por moda, por fotografia e agora por Nova Iorque mas também é um espaço onde vou buscar inspiração e onde tenho feito descobertas incríveis, desde marcas a pessoas altamente criativas que me inspiram.

 

O teu feed tem uma vertente estética muito coesa. Tens definidas previamente estratégias de publicação?
Compreendo a importância de definir uma estratégia e de ser consistente na publicação de conteúdo mas até agora ainda não encontrei uma só orientação estética que me satisfaça. Quando analiso o conteúdo que publico, com a objectividade que é possível ter quando nos auto-analisamos, apercebo-me que se há uma constante na minha estética é a diversidade de orientações que vou tendo ao longo do meu feed. Gosto de experimentar, gosto de misturar estilos, gosto de tendências mas também aprecio uma estética clássica e intemporal. Sinto que o meu feed reflecte essa espontaneidade e diversidade e por isso já não valorizo tanto a planificação e espero por aqueles momentos especiais que quero captar. O único aspecto em que sou mais ponderada e consistente é na minha mensagem, nas temáticas que quero partilhar. Costumo dizer que quero que quem olhe para a minha conta perceba que sou apaixonada por moda, vivo para viajar, tenho uma cocker spaniel maluca e gosto de me divertir, nem mais nem menos.

 

Ter um feed diferenciador e com qualidade exige muita dedicação, como te organizas para criar os teus conteúdos?
Há algum tempo que já aceitei que a minha fórmula para criar conteúdo tem sempre que ter algum nível de espontaneidade. Sempre que tentei ser muito metódica e rígida na criação de conteúdo ou na definição do estilo que queria adoptar os resultados não foram muito positivos. Desmotivava-me ou simplesmente não gostava do que estava a publicar mas sentia que o tinha que fazer para não deixar a conta morrer.
Com tantas pessoas criativas a publicar 3 fotos por dia torna-se uma missão impossível destacarmo-nos mas a solução para mim é o maior clichê do mundo, temos que ser autênticos. Para mim autenticidade é, por exemplo, fotografar a roupa que vesti de manhã antes de sair de casa e não um outfit ultra elaborado e planeado com dias de antecedência. Isto tem feito toda a diferença para mim porque sinto que em fotos de street style há uma massificação estética que torna desinteressante o resultado final. Se todos fotografarmos a nossa realidade, essa autenticidade não vai passar despercebida, não nos vamos diluir no meio de tantas fotos semelhantes, porque foi isso mesmo que no inicio do fenómeno do street style nos cativou.
De resto, organizo-me de modo a aproveitar da melhor forma possível todas as potenciais situações que podem gerar conteúdo. Gosto de ser espontânea mas se não tiver uma câmera à mão não consigo a minha fotografia, por isso investi num telefone com uma câmera boa para estar preparada a qualquer momento e se fizer sentido levo a minha câmera fotográfica.

 

 

O que são as #staygoldstories?
O #staygoldstories é o meu mais recente projecto. Tal como toda a gente há uns bons anos atrás criei um blog quando estava a tirar o meu curso de design de moda e fui alimentando-o de forma a conseguir ter um registo da minha estética, do meu estilo e dos meus conhecimentos. Era uma forma de ter um portfólio online para poder enviar quando me candidatava a trabalhos em moda. Tive que aprender a dominar imensas ferramentas que me eram totalmente desconhecidas para conseguir fazer com que o design do blog e dos posts me agradasse, nunca tinha aberto o Photoshop e hoje sinto que é a minha mão direita. Apesar de ter sido uma experiência de aprendizagem gigante nunca senti que tivesse encontrado a minha voz, queria distinguir-me na blogosfera mas era fácil cair na armadilha de criar conteúdo semelhante ao conteúdo que consumia noutros blogs. Acabei por lentamente me afastar do blog e durante meses fiquei sem forma de explorar essa criatividade, de partilhar as tendências que me estavam a influenciar ou as marcas que estava a descobrir. Comecei a brincar com o Instagram stories logo que apareceu porque sinceramente, nunca percebi muito bem o Snapchat. No inicio  partilhava apenas a última asneira que a minha cadela tinha feito ou fotografias dos locais que estava a visitar e depois comecei a partilhar peças que tinha comprado ou a roupa que estava a usar. Apercebi-me que a audiência que tinha nos meus stories era significativamente maior do que a que tinha no blog e interagia imenso comigo sempre que partilhava conteúdo relacionado com moda. Decidi que iria criar conteúdo exclusivo para aquele formato, uma espécie de blog post adaptado aos frames de 15 segundos do stories – o staygold stories.

Foi a primeira vez que senti que estava a ter uma ideia só minha, a de criar um segmento usando recursos de edição que o Instagram não tem mas que pudesse tirar partido daquele factor dinâmico que os stories têm. Até àquele momento apenas via as marcas a criarem o conteúdo dos seus stories fora da aplicação, nunca tinha visto bloggers tirarem partida disso.
Achei que fazia todo o sentido apostar exclusivamente nesse formato, em vez de redireccionar pessoas para o blogue, porque via cada vez mais pessoa a aderir aos stories e comentava com quem me rodeava que eu própria já não era consumidora de blogues.
A resposta que tive ao primeiro stories foi incrível e desde aí tenho tentado evoluir e já crio todos os stories em programas de edição de video, acho que isso também tem ajudado a destacar-me e a ter um feedback tão positivo.

 

De que forma esperas que a tua presença online influencie o teu futuro?
Desde que arranquei com o #staygoldstories que a minha perspectiva em relação ao potencial do meu trabalho nesta rede social mudou drasticamente. Um mês depois de começar a publicar fui abordada por uma empresa que estava a querer desenvolver a sua presença nas redes sociais, tinham tido conhecimento da minha ideia e queriam que fizesse o mesmo para eles. Ingenuamente achei que provavelmente nunca iria ter retorno daquele investimento de tempo que estava a fazer com os stories e no primeiro mês tudo mudou. Desde aí sinto-me altamente motivada para continuar e tenho a certeza que o meu futuro vai passar por esta ligação às redes sociais e em particular com o Instagram.

 

Instagram da Joana